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Quem acompanha o atendimento dado às crianças no Cotolengo nos dias de hoje talvez nem possa imaginar que há vinte anos o cenário era bem diferente. O carinho e os cuidados, certamente eram os mesmos, mas a infraestrutura não. Os meninos e meninas com paralisia cerebral eram atendidos debaixo da sombra das mangueiras que haviam no terreno que tem aproximadamente 300 metros quadrados. Os primeiros voluntários contam que foi o "trabalho de formiguinha" que ajudou nessa enorme transformação. 
Quando a gente caminha pela instituição durante o dia, podemos observar o atendimento prestado com muito amor. Não se vê cara feia, nem reclamação. Ao contrário, pessoas trabalham ali, dedicando não apenas o seu tempo, mas de fato, um pedaço do seu coração. É que o primordial para os que desejam ajudar, é atuar com amor e alegria. 
Atualmente, o Cotolengo conta com a ajuda de apenas sete voluntários efetivos. Segundo a coordenadora local, enfermeira Ana Lúcia Jacques Flores Corrêa, são muitos que participam e doam um pedaço do seu tempo nas festas e eventos para a arrecadação de verba ao Cotolengo, mas no dia-a-dia, são apenas sete ajudando os cerca de 20 funcionários que atuam de segunda a sexta-feira. “A gente ainda precisa de muita ajuda, não apenas para passar o dia com as crianças, mas para lidar na limpeza, na lavanderia onde são esterilizadas as roupas de cama, na cozinha, no jardim. Toda ajuda é sempre vem-vinda”, afirma. 
Em meio à todas elas, muitas histórias de luta se misturam. Algumas das crianças são cuidadas pelo pai e pela mãe, outras apenas pela mãe e ainda há aquelas que foram abandonadas de alguma forma e são cuidadas por tios, tias, avós. O fato é que são crianças totalmente dependentes do cuidado de terceiros e nem por isso são tristes. “Não gosto de pensar que são tristes, acho até que são bem felizes, mas cada uma dentro de sua limitação”, afirma Ana. 
Se você quer ser um voluntário, entre em contato com o escritório do Cotolengo na Rua Jamil Basmage, 996, bairro Mata do Jacinto. Venha de coração leve e com muito amor para dar. Seja um voluntário e entenda que eles têm muito mais a ensinar pra gente do que o contrário.
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